Aula inaugural marca início da Residência em Games

Com mais de 600 participantes, a aula inaugural da Residência em Games reuniu representantes do governo, da indústria e do setor acadêmico para discutir oportunidades, inovação, empreendedorismo e os desafios da indústria de jogos digitais no Brasil.

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A Residência em Games realizou, na última segunda-feira (1º), sua aula inaugural, marcando oficialmente o início de um programa de formação tecnológica voltado para a indústria de jogos digitais. Transmitido de forma online, o evento reuniu mais de 600 residentes e contou com a participação de representantes do governo, instituições parceiras, setor produtivo e especialistas da área.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CEPEDI), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Softex, a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (SETRE), o Instituto Federal da Bahia (IFBA), o Instituto Federal de Sergipe (IFS) e a Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Durante a abertura, Marcus Vinícius, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do CEPEDI, destacou a importância da formação de profissionais qualificados para atender às demandas de um setor em constante crescimento. Também participaram do evento Carolina Moraes, International Manager do CEPEDI; Eduardo Palmeira, coordenador geral da Residência em Games; e Luiz Machado, coordenador pedagógico do programa.

Ao longo da transmissão, os palestrantes abordaram temas relacionados ao desenvolvimento da indústria de games no Brasil, oportunidades de carreira, internacionalização, empreendedorismo e formação tecnológica.

Brasil busca ampliar participação na produção de jogos

Representando o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Rubens Souza ressaltou a importância dos investimentos em capacitação profissional para fortalecer a indústria nacional de jogos digitais. Segundo ele, iniciativas como a Residência em Games contribuem para ampliar a participação brasileira em um mercado que movimenta bilhões de dólares anualmente.

A ação integra esforços de incentivo à inovação financiados por recursos da Lei de TICs, com foco na formação de mão de obra especializada e no fortalecimento do ecossistema tecnológico nacional.

Parceria internacional mira oportunidades entre Brasil e Coreia do Sul

A programação também contou com a participação de Woo Yeon, representante da Eagle e do setor de tecnologia sul-coreano. Durante sua apresentação, ele destacou o potencial dos profissionais brasileiros e afirmou que empresas da Coreia do Sul têm acompanhado com interesse o crescimento do setor tecnológico no país.

Segundo ele, a expectativa é ampliar as conexões entre empresas coreanas e brasileiras, criando oportunidades de intercâmbio, cooperação tecnológica e desenvolvimento de novos negócios.

Bahia terá hub dedicado ao desenvolvimento de games

Outro anúncio feito durante a aula inaugural foi apresentado por Renato Nery, representante da Bahia Filmes. Ele revelou planos para a implantação de um Hub de Games na Bahia, com estrutura voltada ao apoio de desenvolvedores, incubação de projetos, mentorias e acesso a tecnologias utilizadas pela indústria.

A proposta é criar um ambiente capaz de conectar formação, inovação e mercado, oferecendo suporte para o desenvolvimento de novos empreendimentos e produtos digitais.

Formação alia teoria e prática

Os coordenadores Eduardo Palmeira e Luiz Machado apresentaram a estrutura da residência, que terá início com uma etapa de nivelamento focada em disciplinas consideradas fundamentais para o desenvolvimento de jogos, como Matemática Aplicada, Física para Jogos, Lógica de Programação e Empreendedorismo.

Segundo os organizadores, a metodologia foi construída para aproximar os participantes de desafios reais da indústria, estimulando tanto a empregabilidade quanto a criação de startups e novos negócios na área de tecnologia.

Palestra abordou uso da gamificação em diferentes setores

O encerramento da programação ficou por conta da palestra “Gamificação”, ministrada por Márcio Filho, representante da Associação de Criadores de Jogos do Rio de Janeiro (AC JOGOS).

Durante a apresentação, ele explicou a diferença entre jogos e gamificação, conceito que utiliza mecânicas típicas dos games em contextos como educação, saúde e ambientes corporativos para aumentar o engajamento das pessoas.

Márcio Filho também comentou os avanços proporcionados pelo Marco Legal dos Games (Lei nº 14.852/2024), que estabeleceu diretrizes para o desenvolvimento da indústria no país e ampliou a segurança jurídica para profissionais e empresas do setor. Além dos aspectos tecnológicos, o palestrante destacou a importância da experiência do usuário no desenvolvimento de produtos digitais.

“Antes da tecnologia, do código ou da ferramenta utilizada, é preciso pensar na emoção, na diversão e na experiência que será entregue ao jogador”, afirmou.

Setor em expansão

A aula inaugural marcou o início de uma formação que busca preparar profissionais para atuar em uma das indústrias mais dinâmicas da economia digital. Com apoio de instituições públicas, universidades, institutos federais e entidades do setor produtivo, a Residência em Games pretende contribuir para a formação de novos talentos e para o fortalecimento do ecossistema brasileiro de desenvolvimento de jogos digitais.

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