O início da fase presencial do programa CI Digital no último sábado (14) marcou um novo momento na formação de alunos em projeto de circuitos integrados digitais nos polos de Feira de Santana e Salvador. A etapa, que integra a segunda fase do processo formativo, dá continuidade aos conteúdos iniciados no formato remoto e inaugura um ciclo mais aprofundado de atividades práticas, com duração prevista de 15 meses. A iniciativa é realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o programa Chip Tech Brasil, coordenada pela Softex e executada por instituições como o Cepedi, Uema, Unifei, HBr e Inatel.
O CI Digital é estruturado em três fases: uma etapa inicial de conteúdo teórico-prático de nível básico, seguida por um módulo avançado e, por fim, o desenvolvimento de uma prova de conceito ou residência na indústria de semicondutores. A fase remota, iniciada em setembro de 2025 no âmbito do Cepedi, contemplou parte da primeira etapa e funcionou como processo preparatório e seletivo para a fase presencial, que começou em março de 2026. Agora, os estudantes passam a receber bolsa e participam de atividades presenciais com maior carga prática, dando sequência à formação técnica.
Nos polos do Cepedi, as aulas presenciais estão sendo realizadas em Salvador, temporariamente no IF Baiano, e em Feira de Santana, na UFRB. No primeiro dia de atividades, os dois polos estiveram conectados por meio da plataforma Google Meet. Em Feira de Santana, os 14 alunos selecionados participaram integralmente, enquanto em Salvador, dos 19 participantes. Estiveram presentes os instrutores João Luiz Carneiro, Mestre em Engenharia Elétrica (UFBA), João Alberto Castelo, doutorando em Ciência da Computação (UFBA), Igo Amauri, Doutor em Engenharia Elétrica (UFBA) e Ana Julia Fernandes, também Doutora em Engenharia Elétrica (UFBA), além do assistente administrativo Wellington Romualdo e do coordenador acadêmico Luan Diego, que acompanharam o início das atividades.
De acordo com o coordenador acadêmico, a fase presencial representa um avanço decisivo na formação dos participantes. “É nesse momento que os estudantes aprofundam os conhecimentos iniciados no formato remoto, contando com um acompanhamento mais próximo dos docentes. Além disso, têm acesso a ferramentas avançadas da Cadence, que são licenciadas e, por isso, disponibilizadas nos laboratórios institucionais”, destacou. Ele também ressalta a importância da metodologia prática adotada pelo programa. “Com o suporte de instrutores altamente qualificados, essa etapa potencializa o desenvolvimento de competências técnicas e a consolidação do conhecimento adquirido ao longo do programa.”
Com foco na área de “front-end” do desenvolvimento de arquiteturas de circuitos integrados digitais, o CI Digital busca formar profissionais qualificados para atuar em um setor estratégico da indústria tecnológica. A expectativa é que, ao final do ciclo completo, os participantes estejam aptos a desenvolver soluções aplicadas e contribuir diretamente com o avanço da indústria de semicondutores no Brasil.

